Em mais uma ação para impedir a entrada de ajuda humanitária por países como o Brasil, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, determinou na tarde de hoje o fechamento da fronteira entre a Venezuela e o Brasil, no município limítrofe de Pacaraima, onde o Exército Brasileiro estava a postos para fazer chegar a ajuda aos milhões de venezuelanos que passam dificuldades de todos os tipos – de alimentos a medicamentos.

A medida passa a valer às 20h (horário de Caracas) e tem como objetivo impedir a entrada de ajuda humanitária internacional no país pelo estado de Roraima. Maduro, estuda, fechar também a fronteira com a Colômbia.

O autoproclamado presidente Juan Guaidó havia estabelecido em 23 de fevereiro a data para a entrada de alimentos e remédios na Venezuela e criara dois centros de coleta de ajuda humanitária, um em Cúcuta, na Colômbia, e outro em Roraima.

Tanto o Brasil quanto a Colômbia reconheceram Guaidó como presidente do país vizinho e defendem a queda de Maduro, que diz que seu país não precisa de auxílio externo, apesar de ter recebido 300 toneladas de itens de primeira necessidade da Rússia.

Para o presidente chavista, as ajudas humanitárias são uma forma de preparar uma intervenção militar para derrubá-lo. Ele também estuda fechar a fronteira com a Colômbia.

No Brasil, os alimentos e medicamentos seriam levados à Venezuela a partir das cidades de Boa Vista e Pacaraima, por meio de caminhões conduzidos por cidadãos venezuelanos. O país conta atualmente com dois presidentes (Maduro e Guaidó), dois parlamentos (Assembleia Nacional e Assembleia Constituinte) e duas supremas cortes (uma em Caracas e outra no exílio).