De hoje, 20, até sexta-feira, 22, o Les Artistes Café Teatro, localizado na avenida 7 de setembro, no Centro, será palco do movimento artístico independente “Levante MAO”, um coletivo de intervenções teatrais com nove artistas amazonenses em variadas críticas sociais ao atual sistema político e cultural do Brasil. O evento, que tem o apoio da Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), iniciará às 18h30, com entrada gratuita e classificação de 15 anos.

As manifestações artísticas, que serão encenadas durante os três dias do evento, convidam o público a despertar para desconstruções filosóficas de questões que vão desde política, gênero, sexualidade, até a burocratização institucional no país. Os nove artistas amazonenses colaboradores participantes do ‘Levante MAO’ serão: Francisco Rider, Dimas Mendonça, Yara Costa, Leonardo Scantbelruy, Demmy Ribeiro, Francis Baiardi, Fran Mastins, Meireane Carvalho e Fábio Moura.

As oito obras que serão apresentadas no movimento “Levante MAO” tiveram uma fase de alinhamento de informações, onde cada roteiro foi adaptado à proposta do evento. Além das apresentações artísticas, a exibição da exposição Corpo Observador, de Meireane Carvalho, estará disponível na Galeria do Café Teatro durante os três dias da programação.

Um dos coordenadores e intérprete do evento, Francisco Rider, reafirma a abertura de um diálogo reconstrutivo sobre as prioridades socioculturais e modelos institucionais engessados a respeito do que é felicidade e realização pessoal em uma de suas performances chamada “Você Vai se F. de Verde e Amarelo”.

“Durante meu movimento, subo ao palco vestindo as cores verde e amarelo, fazendo indagações sobre padrões já estabelecidos em relação ao sentido de beleza estética e burocratização da vida em busca da felicidade. É assustador perceber como inúmeras pessoas perdem uma vida inteira amarradas a padrões sociais pré-estabelecidos, abrindo mão da verdade e essência individual de cada um”, pontuou Rider.

A necessidade desenfreada de ser notado socialmente, o alto número de assassinatos por homofobia no Brasil, os problemas causados pela instalação de hidrelétricas nas áreas verdes e o tratamento dos indígenas como sub-humanos serão algumas das pautas discutidas pelo time teatral, que tem como objetivo transformar o futuro cenário dos direitos sociais.

Programação:

Quarta-feira, 20/6, a partir das 18h30

Rastros Híbridos – Alterando, de Yara Costa

Recolon, de Leonardo Scantbelruy

Nelken: Anfangen, de Demmy Ribeiro

 

Quinta-feira, 21/6, a partir das 18h30

Apoena: Aquele que vê longe, de Francis Baiardi

1960: Título Interino, de Fábio Moura

 

Sexta-feira, 22/6, a partir das 18h30

Você vai se F. de Verde e Amarelo – Arte Inabilirada: Carda de Anuência – Carta de Aceite, de Francisco Rider

Experimento de morte, de Fran Martins

Abaporutação, de Dimas Mendonça