Dia do Índio: povo sateré-mawé comemora com escolas novas

Na data em que se comemorou o Dia do Índio, 19, a Prefeitura de Maués (distante 325 quilômetros de Manaus) celebrou entregando novas escolas para a etnia sateré-mawé, que hoje possui quase dois mil alunos.

Somente no dia 19, foram entregues três novas escolas – duas ampliadas e reformadas e uma construída por completo – do total de sete que serão inauguradas até hoje. A primeira delas foi na comunidade Nossa Senhora de Nazaré, onde 115 alunos serão atendidos. As outras duas, com capacidade total para atender juntas 300 alunos, foi na Vila Nova.

 A maioria das escolas que serão entregues foi ampliada ou completamente reformada. E outras foram construídas do alicerce ao telhado. Todas receberam mobiliário novo, como carteiras e mesas para o ensino da educação infantil. E agora possuem banheiros, setor administrativo e até dispensa para guardar a merenda escolar.

“É muito gratificante poder entregar um local digno para que a população indígena de Maués possa estudar e garantir um futuro melhor. E este ano, vamos iniciar no segundo semestre a construção de mais escolas na área sateré-mawé”, disse o prefeito de Maués, Junior Leite. De acordo com ele, no total serão entregues 40 escolas na zona rural do município ainda no primeiro semestre deste ano.

Na área indígena de Maués os alunos recebem ensino bilíngue – português e sateré-mawé – e todos os professores são indígenas e com formação. Isso é fruto de uma política educacional iniciada há mais de dez anos e que vem dando certo.

Visitar a área sateré é deparar com um povo amistoso, que há muito foi contatado, mas que preserva muito da sua cultura. E um dos traços mais fortes é o idioma. Silvana Silva, da comunidade Nossa Senhora de Nazaré, mal entendia o português, mas conseguiu dizer que a nova escola é que “sim, agora isso que é escola”. Aos 36 anos, ela tem duas crianças que irão frequentar as aulas na nova escola.

Para o deputado estadual Sidney Leite, que acompanhou as inaugurações “a educação foi um dos fatores que, junto com a assistência à saúde, mais contribuíram para o crescimento populacional da etnia sateré-mawé nos últimos anos. Porque um povo que estuda, que aprende, vive mais e melhor. Por isso, sempre investi fortemente em educação quando fui prefeito”, afirmou.

O dia era mesmo de festa, já que a quase totalidade das unidades escolares existentes na área indígena não recebia sequer uma pintura há mais de dez anos. “A gente estava mesmo abandonado aqui. Agora começou a melhorar”, comentou o líder da comunidade Vila Nova, o sateré-mawé Tiburcio.

Essas foram as primeiras unidades concluídas pelo programa de construção, reforma e ampliação de escolas na Zona Rural, lançado pela Prefeitura de Maués no final do ano passado e que nos próximos meses irá entregar 40 escolas, num total de 129 novas salas de aula.

 

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