Pacientes de Acidente Vascular Cerebral (AVC) que são atendidos em até três horas após o início dos sintomas têm o dobro de chance de sobreviver do que os pacientes que levam mais tempo para receberem socorro. Além da morte, o atendimento rápido e eficaz diminui também a possibilidade de sequelas e incapacidade.
De acordo com a médica neurologista clínica do Hospital Santa Júlia, Drielle Sales, a região Norte e Nordeste são os Estados que possuem os maiores índices de mortalidade por AVC no País. “Isso se deve ao fato de menos de 1% dos pacientes recebem o tratamento adequado na fase aguda do AVC”, afirmou a especialista.
Para tentar diminuir esse índice, o Hospital Santa Júlia vai inaugurar em Manaus um novo protocolo de atendimento e uma Unidade de Terapia Intensiva  especialmente adaptada à esses pacientes.
Dentre os tratamentos mais modernos e que os pacientes podem encontrar no Hospital estão a Trombólise Química, que é feita com até 4,5h do início dos sintomas. Esse protocolo consiste na infusão de uma medicação (trombolítico) que dissolve o coagulo. Outra possibilidade de tratamento é a Trombectomia Mecânica, que pode ser feita em casos selecionados até 24h do início dos sintomas. Esse processo consiste em retirar com um cateter o trombo ou coágulo de dentro do vaso ocluído através de procedimento intervencionista.
Prevenção
Ainda de acordo com a especialista, 90% dos fatores de risco de AVC podem ser prevenidos.   Dentre os fatores de risco estão a pressão alta, colesterol alto, obesidade, tabagismo e diabetes. “Portanto, ter uma vida saudável diminui as chances de um paciente ter um AVC. Já as chances de um paciente com AVC sobreviver e ter menos sequelas depende da idade do paciente, extensão do AVC e se recebeu o tratamento adequado da fase aguda”, explicou a médica.