Foto: Divulgação/Inpa

Quatro peixes-bois fêmeas serão translocadas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) para o Lago do Belarmino, na Fazenda Seringal 25 de dezembro, localizada na área rural de Manacapuru, quilômetro 74, onde é possível encontrar alimento natural e interagir com outros peixes-bois.

Os últimos animais translocados este ano serão: Iúna, Ajuricaba, Puraquequara e Anibá. Iúna é o animal mais novo a ser levado para o semicativeiro, a fêmea tem três anos, pesa 100 kg e mede 1,63m.

“Foi constatado que essa etapa de semicativeiro é fundamental para os peixes-bois se adaptarem gradualmente às condições da natureza porque os animais conseguem se alimentar sem a ajuda do tratador, e esse Programa de Reintrodução apenas é possível por conta do apoio da Petrobras ao projeto, além da nossa parceria com o Museu na Floresta”, explica o biólogo Diogo Souza, que é mestre em Biologia de Água doce.

O peixe-boi, espécie endêmica da Amazônia, ainda é extremamente caçada na região, como explica o biólogo. “A carne do peixe-boi é muito apreciada por muitas pessoas, mas a caça e comércio desses animais é ilegal”, diz, acrescentando que por este motivo o Inpa recebe cerca de doze filhotes por ano. “Os caçadores matam a fêmea e o filhote fica órfão e perdido sem saber como se alimentar, já que eles mamam até os dois anos de idade, e aqui no Inpa eles são reabilitados para serem devolvidos para a natureza”.

Com o intuito de reabilitar os filhotes de peixe-boi para serem, futuramente, soltos nos rios da Amazônia, o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia criou o Programa de Reintrodução.”Após reabilitação adequada os peixes-boissão encaminhados para o semicativeiro para se adaptarem gradual/lentamente à natureza e assim consigam sobreviver quando forem soltos nos rios”, conclui o pesquisador.

Fonte: G1 Amazonas