(Foto: Roberta Bindá/Rede Amazônica)

Esta é uma das maiores operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para devolver espécimes à natureza. Os animais foram levados de avião para Altamira, no Pará.

Os peixes foram mantidos em um tanque no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do órgão. No local, os biólogos procuraram reproduzir o ambiente natural das espécies. Os peixes receberam ração, mas muitos morreram por conta do estresse a que foram expostos.

“Ocorre geralmente a taxa de mortalidade por serem peixes provenientes de contrabando, que estavam sendo transportados em malas, e isso são condições inapropriadas de transporte dos animais. A gente não sabe quanto tempo eles ficaram dentro dessas malas e, assim que eles chegaram no Ibama, eles estavam bem debilitados”, disse o chefe da Divisão Técnica do Ibama, Hugo Loss.

A operação começou com a retirada dos cardumes do tanque. Depois, eles foram colocados em caixas de isopor, para só então serem transportados em sacos com água e oxigênio.

Segundo o Ibama, do Aeroporto de Manaus, os peixes seguiriam para a Colômbia e, de lá, seriam vendidos para países da Ásia. Os 550 peixes são de espécies raras, como tigre bordô e zebra, de grande valor no mercado ilegal.

Os peixes ornamentais deve ficar na sede da Universidade Federal do Pará, em Altamira, até que estejam prontos para serem devolvidos ao Rio Xingu.

“O peixe em geral não tem grandes problemas com a soltura dele. Diferente de outras espécies que depois do período em cativeiro não conseguem se adaptar de volta à natureza, o peixe não tem esse problema”, completou Loss.

o peixe é em geral não tem grandes problemas com a soltura dele, diferente de outras espécies e depois do periodo em cativeiro não consegue se adaptar de volta a natureza, o peixe não tem esse problema.

Fonte: G1 Amazonas