Fotos: Lton Santos

Com o objetivo de valorizar a cultura regional e a preservação do meio ambiente, a Escola Municipal São José 1, na comunidade Nossa Senhora do Livramento, Tarumãzinho, na zona Ribeirinha, realizou nesta terça-feira, 28/8, o Festival Folclórico Ambiental. O evento contou com a presença de alunos, equipe pedagógica da unidade, pais, comunidade e convidados.

A programação marcou o encerramento das atividades desenvolvidas pelos 143 alunos da escola, da Educação Infantil e do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Foi apresentado o resultado do trabalho feito sobre as lendas amazônicas, em que os estudantes realizaram pinturas, produção de texto, além de dramatização, em que as fantasias foram produzidas com material reciclável e uma pequena exposição de artefatos indígenas.

A diretora da escola, Maria do Céu de Oliveira Brasil, destacou a importância do evento com a participação dos alunos e da comunidade, principalmente por ser uma oportunidade de aprender sobre o meio em que vivem. “Esse momento é bem importante para eles, porque os alunos revivem tudo aquilo que faz parte do contexto da comunidade em que vivem. Suas etnias, seus costumes, resgatando essas características para manter a tradição”, disse.

Para a dona de casa Alba Rosa Castilho Alves, 44, da etnia indígena Dessana, mãe das alunas do 6º ano do Ensino Fundamental, Tatiana Alexandre Alves da Silva, 12, e do 2º período da Educação Infantil, Thaís Andrea Alves da Silva, 6, elogiou a programação.
“Achei muito legal, muito bonita o trabalho de conscientização sobre a limpeza, de não jogar lixo nas ruas. É muito bom para nós, porque vai ajudar a manter nossa comunidade limpa. Sendo indígena ou não, todos somos irmãos e parceiros aqui”.

A aluna do 6º ano, Maria Eduarda Thomaz de Araújo, 11, participou da dramatização da lenda do Açaí. Para ela, foi especial ter participamos de todo processo do festival, até o encerramento. “Nós aprendemos muito sobre as lendas e os índios. É algo muito legal. Temos várias etnias aqui na escola, eu sou da etnia Baré e foi muito bom esse trabalho, porque relembramos muita coisa antiga que faz parte de nossa comunidade”.

Fonte: Assessoria Semsa