Deputado delegado Pablo usou estrutura da PF para crimes, diz corporação

Um relatório da Polícia Federal (PF) mostrou que o delegado Pablo Oliva (PSL), que teve os bens bloqueados na Operação Seronato, utilizou uma estrutura da PF para praticar os crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e corrupção.

O Delegado Pablo informou, por meio da assessoria, que não vai se pronunciar a respeito. Também são investigados dois familiares do deputado, além de dois empresários e a ex-sócia de uma das empresas envolvidas.

Durante uma apreensão em imóveis do parlamentar, a polícia encontrou um arquivo no computador dele sobre um curso de lavagem de dinheiro, o que seria um indício contra o delegado, que está sob investigação.

Além disso, ele é suspeito de vazar informações sigilosas de dentro da PF, e usar da influência do cargo de delegado para viabilizar a venda de uma empresa da mãe dele por mais de R$ 500 mil.

A PF encontrou, ainda, um e-mail nos computadores do parlamentar em que um delegado da polícia civil envia um arquivo sobre mensagens de um celular. O policial ainda ressalta que “não tem autorização pra isso, mas diante da excepcionalidade do caso”, está encaminhando.

Bloqueio de bens
Na última sexta(24), a Justiça Federal no Amazonas determinou o bloqueio de bens do deputado, licenciado da corporação. Em maio deste ano, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga possíveis práticas de crimes como corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O inquérito também cita investigação da “Operação Udyat”, que apura crimes como corrupção e violação de sigilo funcional.

Na ocasião, os agentes apreenderam R$ 150 mil em dinheiro, documentos e computadores em imóveis do parlamentar e de seus familiares, além de empresários, que também são suspeitos de pagar propina para o delegado.

A Justiça também autorizou o compartilhamento de todas as informações obtidas com a Receita Federal do Brasil para que sejam realizados os lançamentos e cobranças de tributos eventualmente sonegados no período. Com isso, a Receita poderá analisar se o investigador cometeu outros crimes fiscais.

FONTE: G1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *