O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, espera uma redução na demanda por recursos do banco de fomento devido à proximidade do período eleitoral e da redução nas projeções para o desempenho da economia brasileira neste ano.

Segundo ele, as decisões de investimento devem ser postergadas por empresários até que o cenário político eleitoral fique mais claro. Além disso, após um começo de ano mais fraco que o esperado e um 2º trimestre afetado pela greve dos caminhoneiros, as projeções de expansão do PIB esse ano baixaram sensivelmente.

“Com o período eleitoral esperamos que haja uma retração das empresas porque os investimentos dependem do cenário político a desaceleração também impacta o BNDES. Estamos com esse cenário até o fim do ano”, disse Oliveira a jornalistas nesta terça-feira, após visitar um museu com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, na capital fluminense.

No ano até junho, as consultas e enquadramentos, passos que antecedem os desembolsos do BNDES, cresceram cerca de 5% em relação ao mesmo período do ano passado

O presidente do BNDES disse ainda que deve se reunir ainda nesta terça-feira, 10, com um representante da Embraer, na qual o banco tem uma participação, para tratar da parceria da fabricante de aviões brasileira e a norte-americana Boeing. “Vamos a partir de agora discutir mais detalhadamente essa questão. Com certeza é um bom negócio (para acionistas)”, disse.

O BNDES é acionista da Embraer, por meio do BNDESPar. O presidente do BNDES afirmou no dia do anúncio da parceria que a associação entre a Embraer e a Boeing é uma “solução muito positiva” que vai permitir que a empresa brasileira continue competindo no mercado de aviação.

O acordo de intenções prevê a formação uma joint venture (nova empresa) na área de aviação comercial da Embraer, avaliada em US$ 4,75 bilhões. Nos termos do acordo, a fabricante norte-americana de aeronaves deterá 80% do novo negócio e, a Embraer, os 20% restantes.