Imagens divulgadas por agências internacionais mostram novos protestos palestinos na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel e em territórios palestinos na Cisjordânia.

Ao menos dois manifestantes foram mortos nesta terça-feira por soldados israelenses, segundo o Ministério da Saúde palestino, elevando para 60 o número de mortos desde segunda. Antes de retormar as manifestações, palestinos de reuniram em Gaza para os funerais das vítimas de segunda-feira, considerado o dia mais sangrento desde o início do movimento chamado “Grande Marcha para o Retorno”, no final de março.

Os soldados têm usado munição real contra quem se aproxima ou tenta cruzar a cerca fronteiriça. O Exército israelense também disparou gás lacrimogêneo em reação ao lançamento de pedras. Uma densa nuvem de fumaça podia ser vista sobre a região, pois pneus foram incendiados por palestinos. No total, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 107 palestinos foram mortos e 11 mil ficaram feridos, dos quais 3.500 por tiros, em sete semanas de protestos.

Os palestinos lembram a Nakba (a “Catástrofe”), que constituiu o dia seguinte à criação de Israel que marcou a retirada de milhares de palestinos, forçados a abandonarem seus lares em 1948. Ontem, 60 pessoas morreram na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, entre elas um bebê de oito meses que inalou gás lacrimogêneo em um acampamento de manifestantes. Mais de 2.700 pessoas ficaram feridas.

Os episódios de violência de segunda-feira na divisa ocorreram enquanto os Estados Unidos inauguravam sua nova embaixada em Jerusalém, o que coincidiu com o aniversário de 70 da fundação de Israel.

As forças de Israel voltaram a assumir posições na fronteira com Gaza para lidar com mais um dia de protestos de palestinos convocados nesta terça-feira. A área estava relativamente tranquila no início do dia, já que muitos moradores de Gaza estavam nos funerais. Os manifestantes começaram a chegar na fronteira à tarde.