Mobilidade urbana e o futuro do transporte de passageiros na Amazônia serão debatidos durante feira internacional em Manaus

O transporte de passageiros no Amazonas e em toda Região Norte necessita de novas abordagens e reposicionamento dentro dos projetos e ações futuras de mobilidade urbana na Amazônia, ocupando o centro dos debates logísticos e posição estratégica dentro de um grande sistema socioeconômico. Esta é a avaliação do presidente da Fetranorte (Federação das Empresas de Transportes Rodoviários da Região Norte) e do Conselho Regional do SEST SENAT, Francisco Bezerra Júnior.

Segundo o dirigente, que irá levar o tema para a TranspoAmazônia 2026 – III Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, que será realizada maio, em Manaus (AM), a Amazônia Legal concentra 60% do território brasileiro e enfrenta desafios logísticos singulares, com impacto direto na circulação de pessoas e mercadorias. Ele explica que o Brasil é fortemente dependente do modal rodoviário, responsável por 65% das cargas e 90% dos deslocamentos de passageiros no país.

“A logística se preocupa com toda a cadeia de movimentação de carga. Mas essa carga é produzida por pessoas que precisam ir para as fábricas, vendida por pessoas que têm que chegar ao comércio e consumida por pessoas que precisam se deslocar a esse comércio. Por isso, as dificuldades logísticas e o transporte de passageiros precisam ser discutidos como um todo, especialmente na Amazônia, onde na região temos rodovias em um número menor que os rios”, afirmou.

BR-319
Ainda segundo Bezerra, na Região Norte, a situação é ainda mais complicada, com Amazonas e Roraima dependendo essencialmente da BR-319 (Manaus-Porto Velho) como conexão terrestre com o restante do país e a pavimentação da estrada, conciliada com a preservação ambiental e modelos eficazes de governança, deve integrar os debates da TranspoAmazônia.

O dirigente também chama atenção para os desafios urbanos como o crescimento do transporte individual, que segundo Bezerra, agrava os congestionamentos e reduz a eficiência do sistema.

“Isso só muda com melhoria do transporte coletivo, com equipamentos mais modernos, mais segurança e melhor mobilidade. Mas isso exige investimento em infraestrutura. Nós vamos ter na TranspoAmazônia, a conversa logística de um modo amplo. Logística de carga e logística de pessoas, daí a importância essencial de uma feira como essa que, além de um ambiente físico de discussões, proporciona encontros e negócios”, ressaltou.

TRANSPOAMAZÔNIA 2026
A TranspoAmazônia 2026 acontece entre os dias 27 a 29 de maio, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, reunindo lideranças empresariais, autoridades públicas e especialistas para discutir soluções voltadas à infraestrutura, inovação e sustentabilidade.

Com expectativa de movimentar mais de R$ 900 milhões em negócios, o evento se consolida como o maior da Região Norte e um dos principais do setor no País e será promovido pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz).

Já estão confirmadas a presença de representantes de 43 países, além de importantes players nacionais e internacionais, como a Câmara Interamericana de Transportes (CIT), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Associação Nacional de Transporte e Logística (NTC&Logística), além do Congresso Internacional de Transporte e Logística, que acontece paralelamente à feira.

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